Irmandade da Adaga Negra - Amante Sombrio


Sabe quando as histórias de vampiros colegiais não são mais suficientes?

E quando os livros de vampiros mais maduros não têm o romance necessário?

Ah, você sabe do que eu estou falando... A história, o romance, ao que o romance leva...

É, sexo.


Irmandade da Adaga Negra é exatamente o que estava buscando mesmo sem saber, vampiros lidos, sexy, perigoso e imensamente apaixonados.
O primeiro livro da saga, em português, é chamado “Amante Sombrio”, conta o romance de Wrath e Beth, ele o rei dos vampiros e ela a mestiça filha de um vampiro nobre com uma humana.
Essa é a sinopse:

“Nas sombras da noite, em Caldwell (Nova Iorque) se desenrola uma sórdida e cruel guerra entre os vampiros e seus carrascos. A Irmandade e seus caçadores e os assassinos. E existe uma Irmandade Secreta de seis vampiros guerreiros, os defensores de toda a sua raça. Nenhum deles deseja aniquilar a seus inimigos com tanta ânsia como Wrath, o líder da Irmandade da Adaga Negra.
Wrath, o vampiro de raça mais pura dos que povoam a terra, tem uma dívida pendente com aqueles que, há séculos, mataram seus pais. Quando morre um de seus mais fiéis guerreiros, deixando órfã uma jovem mestiça, ignorante de sua herança e seu destino, não resta a ele outra saída senão levar a bela jovem para o mundo dos não mortos.
Traída pela debilidade de seu corpo, Beth Randall se vê impotente para resistir aos avanços desse desconhecido, incrivelmente atraente, que a visita toda a noite, envolto em sombras. Suas histórias sobre a Irmandade a aterrorizam e a fascinam... E seu simples toque provoca faíscas, um fogo que pode acabar consumindo a ambos.”


Essa é a minha opinião cheia de spoilers onde eu não consigo me controlar e acabo contando que o que não deveria:

O livro começa com um pouco de ação, mas passa logo e chega a parte boa, o início do romance, quando eles se conhecem.

Desde o início, o Wrath me conquistou, afinal, cara com pinta de mal, cabelo longo e couro, poucos homens ficam sexy de couro -sem parecer uma fantasia de sexy shop- como ele!

A narração feita pela autora ao decorrer do livro também é ótima, nada de detalhar o óbvio ou pular partes importantes, a narração é envolvente do começo ao fim, mesmo as partes dos vilões feios é imperdível, apesar de que algumas vezes eu quase caí na tentação de pular partes para avançar logo, naquele desespero de saber como tudo vai se resolver.

Então ele conhece a Beth, e muito mais rápido do que o racionalmente aceitável, eles se apaixonam. Sabe aquela crise existencial que ela previsivelmente teria após descobrir que é uma vampira? É, ela sempre viveu como humana e de repente descobre que é uma vampira, o mais óbvio teria sido se rebelar e chorar, espernear, birrar e dizer que não aceita isso e que a vida dela está acabada, mas NÃO! Ela aceita e convive com isso numa boa, sem drama, sem choradeira, sem desprezar o mocinho, de boa, e assim, as partes melodramáticas são puladas e vamos logo para a “ação”.

Os vampiros têm sentidos muito mais aguçados e seus sentimentos são imensamente mais intensos do que o humano, mas não é do tipo auto-sacrificante, a Beth não é nada masoquista, se ela quer o cara ela fica com ele e pronto, sabe, sem ficar cheia daqueles não me toques e crises de identidade. Acho chato quando a mocinha fica se negando e sofrendo de besta. E o Wrath, após perceber-se incondicional e irrevogavelmente apaixonado por ela, assumiu muito mais rápido que os mocinhos normais e depois disso, mesmo sabendo o quanto era perigoso para sua amada ficar perto dele, o quanto o envolvimento dos dois poderia ser desastroso ele teve a atitude muito macha do “Que se dane!” e ficou com ela de vez!

É lamentável que seja apenas literatura, por que as personalidades dos irmãos é fantástica, dominadores, misteriosos e imensamente carinhosos, os ALFA perfeitos. Por mais que eu não talvez não recomendasse os livros à uma feminista radical, afinal, os termos como macho, fêmea, cio e esse tipo de coisa digamos “primitiva” não é bem aceito por todos. Longe de passar por pornografia, o sexo é descrito como uma manifestação de amor, muito sensual, excitante e apaixonado. E há muito sexo no livro, bem, pelo menos mais o que a maioria dos romances normais.

Um ponto muito relevante, pelo menos em minha opinião, é a entrega integral dos homens, eles são tão intensos e apaixonados, sabe, eles confiam nas mulheres e por mais machões e dominadores que sejam, a entrega deles é verdadeira, de fato você percebe o quanto aquele casal é unido.

E sobre a irmandade? Bem é um grupo fascinante de irmãos guerreiros imensamente fortes e charmosos, Neste primeiro livro, somos apresentados a Wrath, Zsadist (o meu favorito), Phury, Rhage, Tohr, Vishous e Butch (esses dois, aiaiaiai... juntos, aiaiaiai... aliás-eu já falei dos spoilers?- Então, o Buch só entra na irmandade alguns livros para frente). Eles lutam contra os Redutores, que são os pseudo-capangas do Ômega, que seria um tipo de Diabo enquanto a Virgem Escriba seria Deus.

A luta entre eles é que dá o tom de ação da trama, que não chega nem de longe a ser chato, as lutas são empolgantes e rápidas, e só aumenta a expectativa.
Amante Sombrio foi o início de uma paixão eterna por essa série que desde o início me cativou. Seja pela história surpreendente, pelos personagens exóticos e únicos ou mesmo pelo simples efeito que vampiros causam em mim.

Estou tão encantada, que a irmandade fez com que vários romances literários que eu curtia antes parecessem sombras devido à intensidade das personagens.

Blá, blá, blá, eu sou um santo, blá, blá, bla´...


Aquelas que se você faz um comentário negativo, ela já te lança aquele olhar de compaixão e diz que você não devia pensar essas coisas, ou quando ainda sorri e diz coisas como: “Tem tanta coisa boa na vida e você se preocupa com isso?”, ou clássico “Uma menina tão bonita, não devia dizer essas coisas...” (não que eu já tenha ouvido esse último de alguma pessoa com menos de 40 anos...).

Uma das grandes causas que eu abraço na vida é “Liberdade ao Desgostar”, não que eu ache que devemos seguir nossos instintos e começar a matar ou cometer qualquer outro crime por aí, sabe, o ódio é um sentimento, por isso não é errado. É natural não gostar de alguma coisa, isso não te faz uma pessoa ruim, o problema é a atitude que você tem com relação a isso.

Lógico que há desgostos que eu condeno, como esses preconceitos idiotas, como raciais, sociais ou sexuais, mas estou falando daquelas coisinhas corriqueiras, como aquela piriquete idiota que fica cavalgando em qualquer cara por aí, ou aquela pessoa dramática que vive de bico, ou aquele cara bonitinho que não faz nada de bom, mas mesmo assim leva fama. Qual o problema de se sentir incomodada com certas existências?

E sabe o que acho pior? É que eu tenho certeza que ninguém é assim, esses discursinhos amavelmente moralistas não vêm de pessoas tão impecáveis como tentam parecer. E mesmo que fossem, a vida é de cada um, os sentimentos pertencem apenas às pessoas que o sentem, ninguém tem nada a ver com isso.